13 de maio de 2012

Pai Nosso em Libras - Pe Wilson Czaia



Paróquia São Francisco de Assis acolhe a formação de intérpretes da Escola Effata




A Paróquia São Francisco de Assis, a partir do mês de maio, tem a imensa alegria de abrir suas portas para acolher os tradutores e intérpretes (surdos e ouvintes) da Pastoral dos Surdos Regional Sul1, para a realização da 
Escola Effata: formação de intérpretes 2012.


A Escola Effata tem por finalidade fornecer ferramentas conceituais e práticas para a melhoria da qualidade da tradução e interpretação do português para a Libras e da Libras para o português nas celebrações litúrgicas, sobretudo nas Missas, otimizando e ampliando assim a acessibilidade de comunicação para as pessoas surdas dentro da Igreja Católica.
Importante é dizer que a Libras – Língua Brasileira de Sinais – é a língua oficial da comunidade surda brasileira, língua pela qual deve passar toda informação, educação e, sem dúvida, evangelização para as pessoas surdas.
A Pastoral dos Surdos, presente na Paróquia São Francisco de Assis e ligada a sua organização em todo o Brasil, é uma ação da Igreja Católica que tem como princípio e fundamentação o próprio projeto de vida da pessoa de Jesus Cristo, tendo por missão anunciar Jesus Cristo às comunidades de surdos, possibilitando a eles o seu protagonismo e liderança pela vivência da fé dentro da Igreja Católica, no comprometimento com diversos serviços e ministérios. Os agentes pastorais trilham o caminho do conhecimento, estudo e partilha da Libras, língua pela qual o surdo manifesta sua identidade e realiza seu diálogo com Deus e com os homens.
Em todo este processo pastoral, a atuação dos tradutores e intérpretes é de importância indispensável, pois são eles que se colocam a serviço de Deus para fazer chegar aos surdos, em língua de sinais, toda informação e anúncio elaborado primeiramente em português (Missas, batizados, casamentos, cursos de noivos etc).
A Escola Effata, uma das ações organizadas pela coordenação dos intérpretes da Pastoral dos Surdos Regional Sul 1 (Simone Nascimento, Janine Faria, Zuleika Amaral e Vilma de Jesus) quer promover a afirmação desta grande missão da Pastoral dos Surdos.
Registramos ainda que, além dos participantes de várias cidades do Estado de São Paulo (Araras, Atibaia, Bragança Paulista, Cachoeira Paulista, Campinas, Caraguatatuba, Carapicuíba, Guarujá, Guarulhos, Itapecirica da Serra, Itapetininga, Jacareí, Jundiaí, Limeira, Osasco, Praia Grande, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Paulo, São Vicente, Taboão da Serra, Tatuí), a Escola Effata 2012 acolhe ainda surdos e ouvintes de outros estados, como a Pastoral dos Surdos de Curitiba-PR.
Rezemos para que todo o trabalho construído nesta formação nos ajude a reconhecer sempre o rosto de Cristo em cada um de nossos irmãos e irmãs Surdos.

Igreja se empenha na integração de deficientes visuais


Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2000, cerca de 16,6 milhões de brasileiros têm algum grau de deficiência visual e quase 100 mil se declararam cegos.


Diante dessa realidade, a Igreja Católica tem se mostrado próxima a essas pessoas promovendo sua inclusão nas comunidades e desenvolvendo projetos para a melhora na qualidade de vida delas.

O Instituto Padre Chico, por exemplo, acompanha crianças de seis meses até nove anos. Além do ensino do método braile, as crianças têm toda formação geral dos primeiros anos escolares. Existem ainda programas de integração e mobilidade visando a independência do deficiente visual e orientação profissional que explora as aptidões de cada pessoa.
No campo da evangelização há uma Catequese para as crianças católicas, mas que também é aberta a todos, explica o bispo de Limeira e Referencial da Catequese no Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo), dom Vilson Dias de Oliveira.
A Igreja busca oferecer uma catequese apropriada em seu conteúdo e recursos, sem reduzi-la ou simplificá-la. Procuramos fazer essa integração do deficiente visual nas comunidades para que ele seja membro participante e atuante, dando seu contributo para sua comunidade de fé.
Dom Vilson está representou o Brasil no Congresso Internacional de estudo sobre o Deficiente Visual, intitulado “Rabbúni! Que eu possa ver novamente” (Mc 10, 51), promovido pelo Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde, que aconteceu na sexta e sábado, dias 4 e 5 de maio, em Roma. Sua explanação foi realizada no sábado, 5 de maio, sobre empenho eclesial a serviço dos deficientes visuais.
A palestra teve o objetivo de chamar a atenção para o acompanhamento dos deficientes, ao mesmo tempo a nossa responsabilidade para a garantia de seus direitos, estando do lado deles, formando essa pessoa para a vida futura. Queremos garantir condições de vida e saúde, a efetivação das leis e o acesso às escolas. Destacamos a importância da família na vida dos deficientes visuais, o papel das organizações não governamentais e a responsabilidade de toda a sociedade.
Materiais para deficientes visuais
A Bíblia em braile é um grande volume que chega a um metro de altura se empilhada, mas os deficientes visuais podem ter acesso a esses textos e aos materiais catequéticos fazendo a solicitação à CNBB pelo e-mail: catequese@cnbb.org.br .
Dom Vilson pede que as comunidades locais estejam abertas para o acolhimento dos deficientes visuais a fim de que eles se sintam parte integrante da Igreja. Para isso, são necessários mais voluntários envolvidos neste trabalho.